terça-feira, 10 de julho de 2007
Idéias Sobre Meio Ambiente: Leo
domingo, 8 de julho de 2007
Idéias sobre Livros: Sherlock Holmes e O Signo dos Quatro
O Signo dos Quatro é o segundo livro estrelado pelo famoso detetive Sherlock Holmes escrito por Sir Arthur Conan Doyle. A história se desenvolve por meio de uma trama complexa envolvendo um tesouro escondido na Índia, um pacto secreto entre quatro ex-detentos (daí o nome do livro) e a personagem Mary Morstan, a futura esposa do doutor Watson. E isto é tudo sobre o enredo do livro. Vamos às idéias.
Se tratando de ficção policial, eu sempre gostei mais dos livros da Agatha Christie. Entretanto, ao ler as histórias de Sherlock Holmes, tenho a oportunidade de conhecer um pouco da literatura e das expressões da língua inglesa do período vitoriano sem precisar ler livros chatos (mas famosos) como Grandes Esperanças – de Charles Dickens – ou difíceis como as peças de Oscar Wilde. Por exemplo, alguém aí já tomou uma dose de half and half?
O o resto do espaço da “coluna” desta semana (eu sempre escrevo em uma folha de A4 de Word) para levantar algumas questões nonsense sobre os livros e a vida do Sherlock Holmes:
- Sherlock Holmes era usuário ocasional de cocaína, morfina, ópio e sabe lá qual outra droga. Será que nesta onda do politicamente correto, algum governo futuramente proibirá os livros do detetive?
- Eu nunca li Sherlock Holmes dizendo “Elementar meu caro Watson...”;
- Arthur Conan Doyle tinha o hábito esquisito de inserir personagens suspeitos do nada no livro. Sherlock Holmes analisava os fatos e de repente dizia que o provável assassino/ladrão era o pescador belga caolho do porto de Winwood Reade. A situação é meio chata. Ninguém numa hora dessas pode dizer: “Claro! Como eu não pensei nele antes! Brilhante!”;
Enfim, Sherlock Holmes é sempre um bom passatempo para os fins de noite. Imagino que não criei uma curiosidade mortal em vocês de ler o livro, mas se alguém se interessar, o Signo dos Quatro está acessível online, em inglês (melhor), neste link.
Mudando de idéia
Está muito difícil escrever. Aliás, é muito difícil escrever. Com data obrigatória então! Que agravante. Por isto estou decidido a abandonar o tema ciência e optar por outro assunto assunto com o qual eu consiga desenvolver minhas idéias com maior fluidez.
Um dos meus maiores hobbies é a leitura dos grandes romances da literatura mundial. Imagino que comentários engraçados (espero que sejam) sobre Dom Quixote de La Mancha serão mais interessantes para os eventuais leitores do que qualquer textinho pretensioso sobre ciência, tecnologia etc., não é verdade?
quinta-feira, 5 de julho de 2007
Idéias sobre Psicologia: apelo aos Universitários
O que mais vemos hoje em dia em nosso mundo universitário é o pessoal preocupado com a carreira, arrumando estágios (de preferência remunerado!), e, assim que formam, logo pensam: "humm... agora, qual o jeito mais fácil de enriquecer?" Não me excluo desse meio, infelizmente essa era a mentalidade que costumava ter.
Recentemente tive uma experiência que agora considero um divisor de águas na minha formação profissional. Tive a oportunidade de sentir bem de perto, através de uma paciente, uma realidade que, nenhum de nós que tem condições de estar lendo isso agora nunca experimentou, e provavelmente nunca experimentará...
Uma realidade onde não há universidades (nem se quer conhecem a UFMG, por exemplo), onde as crianças devem parar de brincar na rua e entrar logo pra casa porque líderes de gangues deram "o grito" avisando que ia começar o tiroteio do dia, onde as crianças quando solicitadas a fazer um desenho, não fazem florzinhas coloridas ou nuvens, mas sim carros de polícia e homens com armas na mão. Não, isso não fica no Rio de Janeiro ou no Iraque, fica aqui do nosso lado, em BH mesmo, em favelas no meio dos ditos bairros nobres da zona sul.
Atendendo esse caso, começei a lembrar de uma avó que conversei uma vez, informalmente, nos corredores de um hospital onde eu fazia estágio... Ela é avó de gêmeos hiperativos de 8 anos, e cuida deles, do irmão de 10, da irmã de 16 e da mãe dos quatro, tetraplégica. Ela me disse: "Fico olhando pra você assim, toda bonitinha, você estuda em uma universidade, tem seu celular, faz estágio, é inteligente... Isso eu NUNCA vou conseguir dar isso para os meus netos. Minha neta que tem quase sua idade não tem nem um décimo das oportunidades que você tem."
Gente, isso me matou.
Como a gente pode ficar preocupado só com o nosso mundinho acadêmico enquanto o mundo é muito maior? Como a gente usa nossa qualificada formação somente pra ganhar dinheiro e ser mais ricos do que somos, e não para contribuir pelo menos um pouco com aqueles injustiçados socialmente? Como gastamos tempo contribuindo para a manutenção a desigualdade, justo o nosso precioso e corrido tempo de universitário?
Colegas, se não partir da gente, não parte de mais ninguém. Somos uma mão de obra inscipiente, mas qualificada, temos o "know how" para atendermos uma população abandonada. Temos tempo (sim, ainda temos sim... Veja só nossos pais), energia, e precisamos de prática! Quer combinação melhor do que essa?
Pode parecer clichê, mas tem gente que precisa da nossa ajuda mas eles não sabem aonde e nem quem procurar. Mas nós sabemos exatamente aonde e quem ajudar.
Não estou propondo uma carreira de trabalho voluntário, continuem sim nos estágios e empregos remunerados porque também temos que nos sustentar! Mas lembrem-se: trabalhos de caridade, cesta básica e bolsa-escola tem em todo canto, por isso a nossa melhor doação é a nossa mão-de-obra. Mudar a vida de uma família carente por esforço e dedicação sua, não tem preço (tá, isso foi clichê, mas é verdade).
Bom, esse era o recado que queria dar hoje.
Reflitam e comentem.
terça-feira, 3 de julho de 2007
Idéias sobre Meio Ambiente: Doação
Assim, exercendo um pouco de alocação criativa gostaria de lançar uma campanha para que os visitantes deste blog me ajudem a encontrar possíveis interessados nos seguintes itens:
Coleção de Revistas "Você S/A", dos anos 00 - revista relacionada ao mundo corporativo, qualificações profissionais e empregabilidade. Ideal para quem trabalha com RH, administração ou em grandes empresas.
Também gostaria que cada um pudesse encontrar algo inservível para acrescentar à lista através dos comentários.
Rapidinhas:
Dica do dia: A água da lavagem de roupas pode ser usada para aguar as plantas. Não se preocupem com o sabão em pó. Segundo um técnico agrônomo conhecido meu, a quantidade de sabão não é suficiente para causar danos à planta e ainda funciona como "agrotóxico" natural espantando insetos e outras pragas.
Reclamação: Já repararam como o "novo" anel rodoviário já está cheio de entulho? E essa paisagem não é privilégio do anel. E olha que BH é uma das cidades pioneiras em gestão de resíduos da construção civil.
Frase: "If it's yellow, let it mellow, if it's brown flush it down".
domingo, 1 de julho de 2007
Idéias sobre...
O conhecimento
caminha lento feito lagarta.
Primeiro não sabe que sabe
e voraz contenta-se com cotidiano orvalho
deixando nas folhas vívidas das manhãs
Depois pensa que sabe
e se fecha em si mesmo:
faz muralhas,
cava trincheiras,
ergue barricadas.
Defendendo o que pensa saber levanta certeza na forma de muro
orgulha-se de seu casulo.
Até que maduro
explode em vôos
rindo do tempo que imaginava saber
ou guardava preso o que sabia.
Voa alto sua ousadia
reconhecendo o suor dos séculos
no orvalho de cada dia.
Mesmo o vôo mais belo
descobre um dia não ser eterno.
É tempo de acasalar
voltar à terra com seus ovos
à espera de novas e prosaicas lagartas.
O conhecimento é assim
ri de si mesmo
e de suas certezas.
É meta da forma
metamorfose
movimento
fluir do tempo
que tanto cria como arrasa
a nos mostrar que para o vôo
é preciso tanto o casulo
como a asa.
Mauro Iasi
terça-feira, 26 de junho de 2007
Idéias sobre Meio Ambiente: A religião do automóvel e a liturgia do divino motor
Esta coluna dá uma pausa nas dicas pra causar menos impacto e se volta para uma discussão que se levantou essa semana com os "Dez Mandamentos do bom motorista" publicados pelo Vaticano. Interessante pensar que uma instituição tão antiga e conservadora decidiu atacar outra instituição arraigada em nossa cultura: o automóvel.
Aqueles que me conhecem bem, sabem o que penso sobre automóveis: desde o meu carro todo batido e velho, ao meu amigo que comprou um carrão achando que comprava maturidade, até presentes de aniversário (o Eduardo Galeano, foi quem, primeiro me despertou para o "demônio sobre rodas", o deus automóvel). E nada me frustra mais do que depender do carro para me locomover, ou ainda, me transformar, inadvertidamente, no Senhor Volante.
Mas voltando ao Vaticano, outra entidade italiana decidiu dar seu parecer sobre os automóveis. Dessa forma, a Ferrari rebateu o documento católico, especialmente o item sobre usar carros como "símbolos de status". Segundo a empresa "comprar uma Ferrari não é um pecado". Pessoalmente não classifico as coisas em "pecado", mas tendo a exercer meu lado católico quando me convém. E o posicionamento da Igreja, exceções à parte, foi corajoso, e considero que redime um pouco, apenas um pouco, os vários séculos de "Crescei-vos e multiplicai-vos" que têm assolado o planeta.
Um pouco de contra-religião é sempre bem vinda: o automóvel concede conforto (drive-in, drive-thru), liberdade (freeways??), diversão (carrinhos de brinquedo, fórmula um) e outorga identidade às pessoas (quem aí não usa a carteira de motorista no lugar da carteira de identidade?). Mas como um paradigma econômico não se derruba da noite pro dia, não se preocupe: se você escapar de um acidente de trânsito, as chances são grandes de que não escape à lenta asfixia do planeta.