quarta-feira, 9 de maio de 2007

Idéias breves sobre Psicologia: love generation

Não posso escrever muito hoje...
Mas gostaria de registrar algumas reflexões:
Segundo Piaget, o modo como as pessoas pensam, sua maturidade e capacidade de raciocínio evoluem em estágios ao longo do desenvolvimento, sendo o último estágio o lógico-formal, atingido aos 16 anos mais ou menos, onde o indivíduo consegue pensar abstratamente.
Penso eu que há um outro tipo de pensamento, desenvolvido talvez com o avanço da tecnologia e com o aumento de QI da população geral: eu o chamaria de "relativo-abstrato". Seria mais ou menos um pensamento "universitário", que teoriza sobre varias esferas da vida, relativiza pontos de vista, abstrai de acordo com várias realidades diferentes.
Dá para perceber esse tipo de pensamento em conversas com nossos pais, por exemplo, sejam eles instruídos ou não. Você já sentiu que tem algo faltando no raciocínio deles para que eles te acompanhem? Algo que leigos chamariam de conflito de gerações, talvez, mas penso que não é só contextual essa diferença.
Não, não é uma crise adolescente que estou passando no momento. Naquela época eles eram só "velhos" e acabou. Mas agora vejo que há mais do que isso...
Talvez esteja aí a tal evolução da espécie humana. Ou seria involução? Afinal de quem nada sabe, de nada duvida, e talvez sejam esses os mais felizes...
Bom, só uma reflexão, meio incompleta ainda.
O que vocês acham?

2 comentários:

fab's disse...

Esse neo-logismo "relativo-abstrato" me parece dizer a mesma coisa duas vezes, o que não adiciona significado algum. Algo como Duran-Duran. Claro que "relativo" e "abstrato" não são a mesma coisa, mas a interrelação de significados me parece forte demais pra ter que especificar os dois. Anyway, acredito que você esteja errada nessa inteligência "universitária" (universal, seria melhor, não? de qualquer forma, me soa meio metafísica demais pra ser levada a sério). É mais fácil ver isso como um processo de desenvolvimento das pessoas (pessoas diferentes conhecem e discutem coisas diferentes). Se eu saio do meu trabalho e vou falar com pessoas de outras areas já sinto esse deslocamento. Isso quer dizer que eu sou uma geração mais novo que eles? Dificilmente... consigo discutir com pessoas mais velhas da minha area em pé de igualdade. Aprece ter mais a ver com áreas de concentração do que com uma idéia abstrata de compartimentação do conhecimento por geração, in my crapy opinion.

Lívia disse...

Hehehe... Pelos comentários pessoais e o postado, vejo que não consegui transmitir bem a idéia da coisa.
Pelo menos não pra galera "normal" (lê-se: quem não estuda psicologia). Foi mal, gente... Vou tentar desenvolver melhor a idéia e em termos mais gerais. Isso se eu não ficar louca antes...