Pensemos nas compras em um supermercado. Todos os produtos importantíssimos que compramos, após passarem pelo caixa, ganham uma roupa de gala: uma bela sacola que pode levar até 100 anos para se decompor. O mais engraçado da história é que eles podem confortavelmente ficar no carrinho antes da compra, mas em seguida devem ser ensacados. Ora, para aqueles que fazem compras de carro não há utilidade alguma na sacola plástica. Para os caminhantes, as compras geralmente são de pequeno porte e podem, na maioria dos casos, serem carregadas livremente ou em bolsas e mochilas.
Infelizmente a sacola é um símbolo. Um símbolo capitalista. Quem não pensa em vários filmes americanos onde mulheres elegantérrimas saem as compras e retornam cheias de sacolas? Ainda falando de cinema, recordo uma cena emblemática de "Beleza Americana", onde o protagonista acha a coisa mais linda do mundo uma sacola plástica bailando lentamente no ar.
Nos supermercados sempre há também aqueles que pegam sacolas a mais para levarem para casa. Não desconsidero o fato de que as sacolas, em sua maioria são reaproveitadas em larga escala no Brasil. Um saquinho do Carrefour contendo lixo sobre calçadas é imagem comum. Entretanto, vários saquinhos poderiam caber em um saco de lixo. Além disso, seguramente a maioria dos brasileiros utiliza-se da sacola, usando um raciocínio simples, bem diferente da idéia de dar uma destinação às sacolas que já não são mais úteis: a sacola é "grátis", o saco de lixo custa, e geralmente rasga. Sem entrar no mérito da má qualidade dos famigerados sacos azuis, esse raciocínio é flagrantemente imediatista e individualista. Aliás, uma boa coleta seletiva pode reduzir significativamente a necessidade do uso de embalagens para o lixo.
Em alguns países o uso de sacolas plásticas ou de papel em supermercados é cobrado. Este fato faz a maior parte das pessoas levarem bolsas próprias para as compras, coisa que quando criança eu via bastante Mercado Central de Belo Horizonte. É uma medida educativa possível de empresários preocupados.
Aqui o uso da sacola com certeza já está embutido no preço. Na cultura brazuca, a única solução em larga escala concebível seria uma lei proibindo ou sobretaxando as malditas, seguido de muito lobby ou boicote dos industriais do ramo, que com certeza solicitariam contrapartidas ou indenizações. Em pequena escala cada um pode julgar quando é realmente necessário.
Pense antes de agir. Faça a sua parte.
Aqui o uso da sacola com certeza já está embutido no preço. Na cultura brazuca, a única solução em larga escala concebível seria uma lei proibindo ou sobretaxando as malditas, seguido de muito lobby ou boicote dos industriais do ramo, que com certeza solicitariam contrapartidas ou indenizações. Em pequena escala cada um pode julgar quando é realmente necessário.
Pense antes de agir. Faça a sua parte.


3 comentários:
Pra questão do supermercado a melhor opção seriam mesmo as sacolas individuais, que cada um levaria toda vez que fizesse compras. Além de criar todo um novo item de comércio (já imagino o surgimento das "sacolarias" com até sacolas de grife hehehe), ainda pouparia nosso ambiente.
Hoje eu e outra estagiária, na clínica que trabalhamos, demos um torra no nosso supervisor pq ele não usava os dois lados do papel pra escrever hehehe... E tivemos grande aderência de outros funcionários ao "movimento"! Tá vendo? ainda há esperança no mundo...
Ééé... custa nada carregar as embalagens mesmo... Vamos ver se eu consigo aplicar a idéia aqui em casa. Nada fácil, hehehe...
Acho que eu nunca tinha pensado nisso antes...
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