domingo, 20 de maio de 2007

Idéias sobre Saúde: Fatos da Semana

Olá, como vão? Pensaram direitinho a quantas anda a saúde de vocês? Está gripado? Arrume um cobertor de orelha, é o melhor remédio...Brincadeirinha.

Além do dia nacional da luta antimanicomial, essa semana foi muito importante em relação à área da saúde. Sábado, dia 12 de maio foi o dia nacional do(a) enfermeiro(a) e a semana toda foi a semana da enfermagem. Para quem não sabe, a enfermagem é a ciência do cuidar. Claro que um cuidar muito mais complexo do que aquele cuidado que todos nós somos capazes de prestar.

Essa semana ouvi dizer sobre uma Síndrome do Burnout? Estão sabendo? Traduziram como Síndrome do Desgaste Profissional...Tudo a ver com o que escrevi sobre saúde...lembram? E atenção! Essa síndrome não aparece do nada, de modo súbito. Você a constrói ao longo do tempo...

Vocês já ouviram falar de uma tal de auto-hemoterapia? Olha que viagem:
"um recurso terapêutico de baixo custo, simples, que consiste em retirar o sangue de uma veia e aplicar no músculo da própria pessoa da qual o sangue foi retirado, estimulando assim o Sistema Retículo-Endotelial". Pra quê isso? Ainda não sabem suas aplicações terapêuticas ao certo, muito menos os riscos que pode causar, se houver. Cada coisa...

Hoje não preparei nada muito especial para escrever. Ficará pra próxima. Sugestões? Aquele abraço!

4 comentários:

sam disse...

já ouvi falar. a auto-hemoterapia vai ser usada no tratamento para tentar curar o atacante do atlético mineiro que está lesionado. acho que era isso. não falaram este nome mas o procedimento é exatamente como vc descreveu.

Lívia disse...

Síndrome do Desgaste Profissional? Interessante! Fiquei curiosa agora...
Então fica a minha sugestão pro próximo post: que tal explicar pra gente em que consiste esse novo integrante do grupo "comorbidades da era moderna"?

Lucas disse...

Primeiramente, estou muito feliz em relação ao tema abordado pela Mariana. Irei me sentir super-satisfeito em ouví-la e compartilhar minhas idéias em relação a SAÚDE. Entretanto, continuo com receio de expor algumas idéias. Por exemplo: achei ótimo o comentário da Lívia, entendido como ironia: "comorbidades da era moderna". Expresso minha profunda raiva em relação aos infinitos nomes e termos bancados pela indústria farmacêutica. Primeiro, por continuar a contribuir com o excesso de medicamentos adminstrados hoje em dia em nome da "saúde". Em segundo, em relação à crise identitária que assola a população e se faz notável dentro do consultório psicológico: "Eu sou depressivo". "Eu tenho síndrome do pânico". "Sou bipolar". Meus professores dizem que hoje em dia a clínica psicológica é a clínica do vazio. E instiga ao desafio da renovação das teorias. A pessoa que chega já oferece seu pronto diagnóstico e explica todos os efeitos das medicações, assim como sua anamnese é relatada nos mais íntimos detalhes técnicos. Ao final, depois de tanto falar de sua "personalidade" que se resume a nomes científicos, aguarda outra "prescrição", como se o que já tivesse feito não tivesse dado certo. É assim que as pessoas estão aprendendo a viver. Ouvindo o que fazer e ouvindo quem são. Considerem ainda a "prevenção", maior paranóia do século XXI. Cuidar de si mesmo não é, para mim, viver em função do "que pode acontecer comigo caso eu não faça isso ou aquilo". Quando estudei psicofarmacologia, eu disse ao professor que a informação contida em um determinado livro não batia com a que ele nos dava. Concordou, consolando-me: "Lucas, você tem que entender que esse livro foi patrocinado pela empresa X, a que produz o medicamento Y e eles nunca colocariam esses dados aí". Bom, o que é saúde pra vocês?
PS> Tem alguem ai que acha que eu to escrevendo demais, ou ta ok?

Lívia disse...

hahahahah.. eu acho que você está escrevendo demais, mas tb acho que tá super ok! Nosso blog tá bombando...
Isso também me assusta Lucas: até a saúde, força principal do funcionamento de toda a humanidade, já virou objeto do mercado! Até saúde mental do homem agora é influenciada por tendências industriais do ramo farmacêutico. As vezes me pergunto até onde interesses econômicos ditarão as regras... Já foi o sexo, lazer, religião, cultura, amor, e agora até a saúde. Tudo corrompido. Qual será o próximo, hein?