segunda-feira, 14 de maio de 2007

Idéias sobre SER PESSOA - Apresentação (Eu e Carlos Rogério)




Acredito que falar de algum tema sempre será falar de mim. Afinal, todos nós transparecemos a nós mesmos através de nossas palavras e nossas definições, por mais salgadas que sejam de idéias de outrem. Por esse mesmo motivo, já prefiro alertar-lhes de que tudo o que eu disser pode ser usado contra mim mesmo no tribunal.

Penso que meus depoimentos (acho que sempre serão mais ou menos isso) estarão relacionados a reflexões bastante pessoais, com bastante carga experiencial e certo gosto de teoria psicológica ou Psicologia em si. Nada que pareça extremamente científico ou erudito, pois a grande verdade é que compreendo a própria proposta de escrita como uma vontade de conhecer a nós mesmos de uma maneira mais intensa e assim nossos textos são nada mais que intermediários. Sou o que digo, ou sou o que me digo. Gostaria que não nos escondêssemos tanto em nossas idéias e na verdade confesso minha satisfação ao ler as postagens já feitas. Obrigado por mostrarem-se.

De início, apresentar-me-ei como alguém que vem se descobrindo pouco a pouco de uma maneira muito gratificante e já, registrar, talvez, minha fonte de inspiração (pois não quero que soe como referência bibliográfica) para o que deve sair nos próximos tempos. É meu amigo Carlos Rogério, conhecido vulgarmente como Carl Rogers. Foi um grande psicólogo, já está morto, precursor da teoria de relações interpessoais (pois foi muito além de uma teoria psicológica) chamada ABORDAGEM CENTRADA NA PESSOA. Felizmente, em meu encontro com Carl, por intermédio de um professor, hoje também meu terapeuta, percebo que sou grato a ele por três coisas das quais creio que nunca vou esquecer. Ele me proporcionou:

1 - Conhecer pessoas;

2 - Conhecer lugares;

3 - Conhecer a mim mesmo.

Não sei se poderei escrever coisas cronologicamente, ou em capítulos, mas a mim me aparece o desejo de compartilhar minha euforia. Será da maneira como me parecer mais cômoda, como eu der conta. Em passos mais ou menos do tamanho dos meus, e a velocidade será... a minha. Afinal, a referência sou eu mesmo, obrigado. Assim já podemos pensar no conceito de REFERÊNCIA INTERNA.

Vislumbrando a longa jornada... me despeço. Foi apenas uma apresentação.





5 comentários:

Lívia disse...

Estou ansiosa!
Ps: adorei "Carlos Rogério" ehehehehe... soa mais familiar mesmo.

sam disse...

penso que numa leitura apressada da sua postagem o email que te mandei desrespeita um pouco a sua proposta. sinto muito. vamos conversar a respeito. a propósito se todo escrever é auto-referencial toda leitura também, certo? Meio que a "obra ultrapassa a intenção do artista". Abraços e bem vindo.

Lucas disse...

fico feliz de ouvir sobre sua ansiedade, Lívia...
Flags, não entendo o lance do desrespeito. De que e-mail você está falando mesmo? Por favor, responda.

Talvez algo tenha ficado ambíguo. Não penso que todo escrever seja auto-referencial, pois pode estar sendo escrito para atender a uma demanda externa. Assim o que realmente deseja ser expressado se perde no desejo de ser considerado pelo outro. De outra maneira creio que o escrever traz uma referência do autor (e aí talvez interna) pois ele se desvela através da palavra. Que tal?
Obrigado pelo acolhimento.

Nana Banana disse...

Escrever muitas vezes é conversar consigo mesmo. Daí vários terapeutas sugerirem aos seus clientes que num momento de raiva escrever primeiro antes de agir sem pensar. Entretanto, nem sempre. Podemos escrever pois é preciso, por uma tarefa, uma obrigação. Acredito que a referÊncia interna aconteça apenas quando se escreve o que deseja, quando se está sendo sincero, quando não é preciso ser imparcial.

Hugo Jorge disse...

Gostei do post. Sugiro uma visita ao meu blog

http://pazoriginal.blogspot.com/